"- Ora, tu sabes que, em qualquer empreendimento, o mais trabalhoso é o começo, sobretudo para quem for novo e tenro? Pois é sobretudo nessa altura que se é moldado, e se enterra a matriz que alguém queira imprimir numa pessoa?
- Absolutamente.
- Então, havemos de consentir sem mais que as crianças escutem fábulas fabricadas ao acaso por quem calhar, e recolham na sua alma opiniões na sua maior parte contrárias às que, quando crescerem, entendemos que deverão ter?
- Não consentiremos de maneira nenhuma.
- Logo, devemos começar por vigiar os autores de fábulas, e selecionar as que forem boas e proscrever as más. As que forem escolhidas, persuadiremos as amas e as mães a contá-las às crianças, e a moldar as suas almas por meio das fábulas, com muito mais cuidado do que os corpos com as mãos. Das que agora se contam, a maioria deve rejeitar-se."
Platão, em um diálogo da obra A República, já aponta as dificuldades dos moldes da educação no contexto das fábulas. Hoje, muitas fábulas boas estão escondidas e muitas outras ruins são contadas diariamente ao ouvido de quem se quer pode entendê-las.
Bom seria se a fábula do século XXI trouxesse como personagem principal aquele que sabe lidar com a história de sua vida e seu tempo no mundo pessoal e profissional e se dedicasse ao máximo naquilo que faz, e o faça com amor. Para que assim, sua fábula seja aceita e não mais rejeitada entre tantas.
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